UMA VISÃO ECOPEDAGÓGICA


O Ensino Superior no Brasil

01/05/2017 16:22

—————

Voltar


HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL

O presente trabalho tem como finalidade apresentar uma reflexão em relação a História da Educação Superior no Brasil, destacando alguns desafios e conquistas alcançadas. Em síntese, fica explícito que a situação não é agradável, mas a realidade tem demostrado uma evolução nos últimos anos. Acredita-se que há muito a se fazer, no entanto, a possível expansão é promissora quando se pensa em uma perspectiva democrática.
Ao estudar e compreender o contexto histórico educacional brasileiro, fica claro que, dentre outros fatores, o descaso da Coroa Portuguesa, justifica, a priori, uma parcela do atraso do Brasil em relação às colônias espanholas. A burocracia e projetos polêmicos também contribuíram para este atraso. Outra grande dificuldade está relacionada à necessidade de expansão organizada das instituições no país.
Considerando que a Educação Superior no mundo tem ganhado proporções relevantes, tomamos como parâmetro a seguinte citação, NEVES (2007, p 14), no início de seu Dossiê, diz: “o número de matrículas de estudantes em escala mundial passou de 13 milhões em 1960 para 82 milhões em 1995. Dados de 2004 revelam um crescimento para 132 milhões de estudantes (UNESCO, 2006).”
Neste sentido, observa-se que por outro lado, o Brasil não cresce na mesma proporção mundial. Esta situação se deve a alguns fatores que exigem um estudo mais detalhado. Para situar você, tomamos como base a informação contida no artigo - Ensino Superior: trajetória histórica e política recente.
Vejam o que diz SANTOS e CERQUEIRA (2009, p 3).
“Para Portugal a aventura em terras brasileiras, na Colônia, se assemelhava ao investimento numa empresa, unicamente, voltada para a exploração e a esse fim manteve-se fiel. Para a Coroa Portuguesa não interessava a criação de instituições de ensino, muito menos universidades, pois não era importante dar autonomia para a Colônia e assim, aqui no Brasil, foram introduzidos alguns cursos, cuja sua conclusão ocorria em Portugal”.
A citação mostra que o objetivo português era, em princípio, o domínio colonial em caráter econômico e a restrição à autonomia era grande. Somente alguns poucos privilegiados tinham a oportunidade de concluir curso superior em Portugal.
Observando este primeiro aspecto já é possível começar a deduzir o porquê há um atraso do país em relação a alguns vizinhos de colonização espanhola. Estes, por sua vez, vivenciaram uma situação oposta à brasileira.
O país só passa a ter uma singela abertura após a vinda da Família Real para o país. Somente no século XIX é que surgiu uma primeira Academia – A Academia Real Militar-1910. Neste sentido, só se pensou em um Ensino Superior no momento das necessidades governamentais, bem como, da elite local. A expansão se deu em maior escala após o meado do século mencionado.
Vejam: (STALLIVIERI, p 3)
“A Universidade surge no Brasil no começo do Século XIX, como resultado da formação das elites que buscaram a educação principalmente em instituições européias durante o período de 1500 a 1800 e que retornaram ao país com sua qualificação. Elas surgem em momentos conturbados e são basicamente fruto da reunião de institutos isolados ou de faculdades específicas, fato que lhes deu uma característica bastante fragmentada e frágil.”
A respectiva citação deixa transparecer como se deu a formação das Universidades no Brasil, bem como, o mecanismo fragmentado e frágil da mesma. Também sinaliza o explícito interesse da elite e a não preocupação com o contexto social. É triste perceber que este país, com dimensão continental, tenha iniciado o ensino superior desta maneira.
Posterior a este momento, o que impulsionou a demanda do ensino superior, e não só o superior, foi a industrialização. O país sofreu, nesta ocasião, mudanças de ordem econômica e social. No entanto, no período militar, ano das reivindicações por mudanças políticas e culturais, as universidades foram quase “asfixiadas”.
Neste período, muitas personalidades importante aptas a contribuir muito com a o país, por ter uma postura crítica tiveram que deixar o país, sendo exiladas. Enquanto o Brasil deixava de valorizar estes pensadores, os mesmos contribuíram com a educação fora do país, nos espaços em que eles puderam atuar.
Veja que enquanto o Brasil está dando passos lentamente, a Europa, com o chamado processo de Bolonha – movimento ousado de reforma da educação superior, ganha proporções avassaladoras, comparadas com nosso país. Mas,
felizmente, mesmo em suas oscilações o país deu novos passos, vejam em (SANTOS e CERQUEIRA, 2007, p 6):
“Na década de 1970, os resultados de um grande desenvolvimento econômico produziram o chamado “milagre econômico”. A classe média brasileira foi, então, diretamente beneficiada: enriquecida dentre outros hábitos de consumo, aumentou a demanda pelo ensino superior com o aumento providencial dos recursos federais e o orçamento destinado à educação.”
Neste período da história do país, há outro momento, mas o Ensino Superior só se configura em dimensões de ensino e pesquisa a partir dos anos 90, no Governo FHC e, apesar de muitas controversas se amplia no Governo Lula. Neste sentido, fica evidente que são muitas as situações que são relevantes para esta reflexão, mas este é um texto de âmbito superficial e não possibilita maiores informações.
Para finalizar o presente trabalho, fica a certeza de que o país com a dimensão continental do Brasil e sua diversidade cultural, ligado a esses fatores, as controversas na implantação do Ensino Superior, mostram que há um campo vasto a se conquistar. Cabe ao estudante, compreender que o país precisa de muitos pesquisadores para contribuir com as inovações, demanda neste setor. E ainda, procure sonhar um Brasil melhor, cheio de oportunidades para todos.
SANTOS, Adilson Pereira dos e CERQUEIRA, Eustáquio Amazonas de. ENSINO SUPERIOR: trajetória histórica e políticas recentes.
NEVES, Clarissa Eckert Baeta. Desafio da Educação Superior. Sociologia, Porto Alegre, ano 9, nº 17, jan./jun. 2007, p.14-21.
STALLIVIERI, Luciane. O Sistema de Ensino Superior do Brasil. Características, Tendências e Perspectivas. Assessoria de Relações Interinstitucionais e Internacionais. Caxias do Sul, Rio Grande do Sul.HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO BRASIL
O presente trabalho tem como finalidade apresentar uma reflexão em relação a História da Educação Superior no Brasil, destacando alguns desafios e conquistas alcançadas. Em síntese fica explícito que a situação não é agradável, mas a realidade tem demostrado uma evolução nos últimos anos. Acredita-se que há muito a se fazer, no entanto, a possível expansão é promissora quando se pensa em uma perspectiva democrática.
Ao estudar e compreender o contexto histórico educacional brasileiro, fica claro que, dentre outros fatores, o descaso da coroa portuguesa, justifica, a priori, uma parcela do atraso do Brasil em relação às colônias espanholas. A burocracia e projetos polêmicos também contribuíram para este atraso. Outra grande dificuldade está relacionada à necessidade de expansão organizada das instituições no país.
Considerando que a Educação Superior no mundo tem ganhado proporções relevantes, tomamos como parâmetro a seguinte citação, NEVES (2007, p 14), no início de seu Dossiê, diz: “o número de matrículas de estudantes em escala mundial passou de 13 milhões em 1960 para 82 milhões em 1995. Dados de 2004 revelam um crescimento para 132 milhões de estudantes (UNESCO, 2006).”
Neste sentido, observa-se que por outro lado, o Brasil não cresce na mesma proporção mundial. Esta situação se deve a alguns fatores que exigem um estudo mais detalhado. Para situar você, tomamos como base a informação contida no artigo - Ensino Superior: trajetória histórica e política recente.
Vejam o que diz SANTOS e CERQUEIRA (2009, p 3).
“Para Portugal a aventura em terras brasileiras, na Colônia, se assemelhava ao investimento numa empresa, unicamente, voltada para a exploração e a esse fim manteve-se fiel. Para a Coroa Portuguesa não interessava a criação de instituições de ensino, muito menos universidades, pois não era importante dar autonomia para a Colônia e assim, aqui no Brasil, foram introduzidos alguns cursos, cuja sua conclusão ocorria em Portugal”.
A citação mostra que o objetivo português era, em princípio, o domínio colonial em caráter econômico e a restrição à autonomia era grande. Somente alguns poucos privilegiados tinham a oportunidade de concluir curso superior em Portugal.
Observando este primeiro aspecto já é possível começar a deduzir o porquê há um atraso do país em relação a alguns vizinhos de colonização espanhola. Estes, por sua vez, vivenciaram uma situação oposta à brasileira.
O país só passa a ter uma singela abertura após a vinda da Família Real para o país. Somente no século XIX é que surgiu uma primeira Academia – A Academia Real Militar-1910. Neste sentido, só se pensou em um Ensino Superior no momento das necessidades governamentais, bem como, da elite local. A expansão se deu em maior escala após o meado do século mencionado.
Vejam: (STALLIVIERI, p 3)
“A Universidade surge no Brasil no começo do Século XIX, como resultado da formação das elites que buscaram a educação principalmente em instituições européias durante o período de 1500 a 1800 e que retornaram ao país com sua qualificação. Elas surgem em momentos conturbados e são basicamente fruto da reunião de institutos isolados ou de faculdades específicas, fato que lhes deu uma característica bastante fragmentada e frágil.”
A respectiva citação deixa transparecer como se deu a formação das Universidades no Brasil, bem como, o mecanismo fragmentado e frágil da mesma. Também sinaliza o explícito interesse da elite e a não preocupação com o contexto social. É triste perceber que este país, com dimensão continental, tenha iniciado o ensino superior desta maneira.
Posterior a este momento, o que impulsionou a demanda do ensino superior, e não só o superior, foi a industrialização. O país sofreu, nesta ocasião, mudanças de ordem econômica e social. No entanto, no período militar, ano das reivindicações por mudanças políticas e culturais, as universidades foram quase “asfixiadas”.
Neste período, muitas personalidades importante aptas a contribuir muito com a o país, por ter uma postura crítica tiveram que deixar o país, sendo exiladas. Enquanto o Brasil deixava de valorizar estes pensadores, os mesmos contribuíram com a educação fora do país, nos espaços em que eles puderam atuar.
Veja que enquanto o Brasil está dando passos lentamente, a Europa, com o chamado processo de Bolonha – movimento ousado de reforma da educação superior, ganha proporções avassaladoras, comparadas com nosso país. Mas,
felizmente, mesmo em suas oscilações o país deu novos passos, vejam em (SANTOS e CERQUEIRA, 2007, p 6):
“Na década de 1970, os resultados de um grande desenvolvimento econômico produziram o chamado “milagre econômico”. A classe média brasileira foi, então, diretamente beneficiada: enriquecida dentre outros hábitos de consumo, aumentou a demanda pelo ensino superior com o aumento providencial dos recursos federais e o orçamento destinado à educação.”
Neste período da história do país, há outro momento, mas o Ensino Superior só se configura em dimensões de ensino e pesquisa a partir dos anos 90, no Governo FHC e, apesar de muitas controversas se amplia no Governo Lula. Neste sentido, fica evidente que são muitas as situações que são relevantes para esta reflexão, mas este é um texto de âmbito superficial e não possibilita maiores informações.
Para finalizar o presente trabalho, fica a certeza de que o país com a dimensão continental do Brasil e sua diversidade cultural, ligado a esses fatores, as controversas na implantação do Ensino Superior, mostram que há um campo vasto a se conquistar. Cabe ao estudante, compreender que o país precisa de muitos pesquisadores para contribuir com as inovações, demanda neste setor. E ainda, procure sonhar um Brasil melhor, cheio de oportunidades para todos.
SANTOS, Adilson Pereira dos e CERQUEIRA, Eustáquio Amazonas de. ENSINO SUPERIOR: trajetória histórica e políticas recentes.
NEVES, Clarissa Eckert Baeta. Desafio da Educação Superior. Sociologia, Porto Alegre, ano 9, nº 17, jan./jun. 2007, p.14-21.
STALLIVIERI, Luciane. O Sistema de Ensino Superior do Brasil. Características, Tendências e Perspectivas. Assessoria de Relações Interinstitucionais e Internacionais. Caxias do Sul, Rio Grande do Sul.

ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO.

            O presente trabalho tem como finalidade descrever e proporcionar reflexões acerca do entendimento das leituras feitas em dois artigos. Entendendo a necessidade e o objetivo do ensino, principalmente o superior, como um forte mecanismo em busca de promover reflexões distintas, que visa enriquecer e disseminar conhecimento. Como estudante e parceiro nos mesmos objetivos, deixo minhas contribuições.

Em outro texto lido, tomamos como reflexão o artigo de SEVERINO, onde o mesmo fala no Ensino Superior brasileiro. O autor sinaliza o confronto entre uma educação pautada na teoria do capital humano e outra, que visa a emancipação humana. Neste sentido, entende-se que são caminhos que divergem e proporcionam desafios grandes. Ou se atende os interesses do domínio econômico muitas vezes desumano, ou direciona-se a emancipação humana.

O ensino superior público, presencia a pressão e o interesse do capital neoliberal em âmbito nacional e internacional, ditando suas ordens. Por outro lado, há uma preocupação na valorização daquilo que é nosso, o conhecimento pautado em interesses locais. Entende-se, claramente, que há uma necessária e urgente reflexão sobre a situação atual do ensino superior público, que impulsione a uma reconfiguração organizacional e administrativa.

Uma outra preocupação está relacionada ao número muito grande de instituições particulares, superando em larga escala às instituições de caráter público. Fator este, fruto do desmando desde a origem do ensino superior no país. Vê-se que o processo de globalização econômico capitalista vem direcionando o Brasil para um lugar secundário na divisão internacional do trabalho.

O projeto neoliberal procura minimizar o estado e supervalorizar a privatização, o individualismo, o consumismo, a competitividade, dentre outras. O país passa a ser produtor de comodities, deixa de ser qualificado. Sua função é produzir bens básicos e desenvolver apenas o trabalho, quanto a ciência e a tecnologia. Estas, ficam em segundo plano.

O autor fala sobre os modelos norte-americano e europeu. O primeiro visa a sociedade civil forte, desenvolvida, mas a organização partidária frouxa. Por outro lado, aparece o modelo europeu, com uma situação partidária homogênea, não corporativa e uma estrutura forte, o que difere e muito, uma situação da outra. Parece que o Brasil se configura em uma terceira situação, a obediência e aniquilação de seu povo.

Somente a partir de 2007 é que o governo lança a ideia de desenvolvimento da educação visando dobrar o número de vagas para o setor público. Aparece a permissão do financiamento de bolças. Passando a gerar um número bem mais amplo de vagas. No entanto, obviamente muitos empecilhos ocorrem dificultando a expansão de um bom projeto.

Vejam o que o texto diz (SEVERINO, p 83)

“A significação da universidade se dilui nesse emaranhado de idéias e proposições, como indicação de que a humanidade teria entrado numa nova era, que superaria tudo o que havia construído e acumulado. Com efeito, tornou-se corrente e recorrente a afirmação incisiva de que estaríamos vivendo hoje, às vésperas do terceiro milênio, um mundo totalmente diferente daquele projetado pela visão iluminista da modernidade e destinado à realização de uma sociedade utópica. Chega-se ao ponto de afirmar que a história teria terminado, uma vez que a civilização humana teria alcançado o patamar mais alto do progresso possível para a humanidade.”

             Seria extremamente bom revisarmos os princípios estabelecidos pelos iluministas, o sonho de uma sociedade livre, a possibilidade de pensar, de criar e recriar ideias. Mas não parece ser bem isto que almeja os neoliberais. Seus projetos são ambiciosos, mas o patamar das intensões são bem opostos aos iluministas. Os centros universitários acabam se sentindo acuados e parecem ter uma postura amena.

            Observando um parágrafo em SANTOS e CERQUEIRA, fez surgir uma esperança, o sonho de que mesmo com contradições, há sinais de busca por alternativas. Os governos recentes sinalizaram dar a oportunidade a muitos excluídos da sociedade a chegarem em uma formação superior e se tornarem parte deste processo pouco acessível pelas massas populares.

Vejam: (SANTOS e CERQUEIRA, p 14).   

Por tudo que tratamos até aqui, não somos ingênuos ao ponto de ignorar os efeitos perversos das escolhas econômicas neoliberais do país e seus reflexos na educação superior, tão bem tratados pela literatura especializada. Entretanto, arriscamos dizer que, diante de um sistema originariamente elitista, com as devidas ressalvas, o atual governo tem demonstrado, ainda que contraditoriamente, um interesse e uma disposição em favorecer o acesso e a permanência de determinados setores da sociedade até então excluídos deste nível de escolarização.

Na verdade, fica evidente o que pensa o modelo neoliberal. Seu objetivo é privatizar órgãos públicos, desvalorizar a moeda, aumentar dívida, desemprego, dentre outros. A educação superior, instrumento de desenvolvimento, passa a atender às exigências impostas pelo mercado e o saber se torna privatizado, o qual não interessa a população civil. Uma educação superior que não gerar ciências em prol da população civil, “massa popular”, penso que empobrecerá a nação neste quesito.

            Neste sentido, ocorre as pressões, sociedade civil x intelectuais orgânicos do sistema. Os primeiros reivindicam o fruto do resultado do seu trabalho. Por outro lado, os intelectuais a serviço do capital tentando levantar a opinião pública contra a própria sociedade. Se a população civil não estiver atenta a esta situação, o aparelho do estado passa a atuar em favor de interesses particulares.

            Na apresentação do segundo artigo, TONIAZZO, traz uma reflexão acerca da didática do ensino. Fala na distinção entre Didática teórica e Didática prática, onde a primeira está centrada nos programas e disciplinas, são de caráter abstrato, mas visam induzir a eficiência, e seguramente a segunda, está relacionada à vivência, ao dia a dia do professor com sua forma organizacional de expor experiências e receber àquelas que seus alunos trazem consigo.

Outro fator a se destacar é que a didática de ensino no país mudou de situação em várias fazes da história. Na década de 1930, por exemplo a educação visava o interesse do aluno – Escola Nova. Já nas décadas de 60 e 80 a postura didática estava voltada aos princípios tecnicista, em função da industrialização. Nos anos 90, a didática visa a cooperação entre docente e discente.

TONIAZZO, chama a atenção para a atualidade e apresenta, dentre outras possibilidades o teatro, como instrumento didático. Foi uma possibilidade que me despertou, entendendo que este recurso traz consigo uma gama de possibilidades que impulsiona a desenvoltura do aluno em vários aspetos. Para maior clareza do que é proposto, apresentamos a seguir uma citação que sintetiza esta reflexão.

Vejam: (TONIAZZO, p 67).

“O mecanismo da leitura pode estar associado ao teatro, pois, este auxilia na conjugação verbal, na dicção, clareza das idéias lingüísticas, e na formação de palavras. Isso faz com que a postura do aluno como ser social seja melhorada, no que se refere ao relacionamento com seus semelhantes aprendendo a exercitar e a socializar seu pensamento.”

            Poderíamos lembrar neste momento, a experiência do educador, orgulho da pedagogia russa-soviética: Anton Semiónovitch Makarenko. Um dos grandes nomes entre os pedagogos renomados, que trabalhou com crianças e adolescentes órfãos, carentes e pré-delinquentes, necessitados daquela região. Um dos seus recursos didáticos se dava a partir do teatro, façanha que ele próprio, as vezes, se surpreendia, ao ver o que acontecia na prática.

            Além da postura corporal, o aluno busca ler, ser mais claro nas ideias, dentre tantas outras possibilidades. Porém, há uma afirmação no artigo em existem muitas rejeições por grande por parte dos professores. Isto se deve ao fato de muitos profissionais da educação desconhecerem esta técnica. E completa afirmando que este despreparo está relacionado à formação do profissional.

            A didática é o mecanismo técnico que possibilita ao profissional pôr em prática as suas experiências. Neste sentido, o artigo menciona Comenius como o pai da didática e acrescenta que deve haver uma dupla situação, onde se presencie teoria e prática. E ainda, as Instituições formadoras de opiniões devem acompanhar a evolução do mundo.

            E procurei finalizar a produção deste texto acreditando que há pouca preocupação na formação dos professores da atualidade, com práticas pedagógicas que o habilite a desenvolver uma boa aula. Esse é um fator que merece muitas reflexões, pois, a não observação deste detalhe faz com que muitas perdas venham a acontecer e consequentemente desencadear em uma série de desvios não importantes para o setor educacional.

SEVERINO, Antônio Joaquim. O ENSINO SUPERIOR BRASILEIRO: Novas configurações e velhos desafios. Higher education in Brazil: new configurations and old challenges.

SANTOS, Adilson Pereira dos e CERQUEIRA, Eustáquio Amazonas de. ENSINO SUPERIOR: trajetória histórica e políticas recentes.

TONIAZZO, Neoremi Andrade de. DIDÁTICA: A TEORIA E A PRÁTICA NA EDUCAÇÃO.


POLÍTICAS NACIONAIS DA EDUCAÇÃO SUPERIOR.

            A reflexão sobre este tema trouxe à tona uma situação que muitos brasileiros, provavelmente em sua uma maioria, não tem conhecimento. Somente a partir de diversas leituras foi possível um pouco de compreensão em relação a situação da Educação Superior neste país, bem como, os entraves que dificultam o bom desempenho educacional dos brasileiros.

            Quando aprofundamos nossos conhecimentos sobre o assunto em questão, surgem uma série de interrogações que nos fazem pensar o quanto estamos perdendo em nível de pesquisas, considerando o Brasil um “país continente”, com uma diversidade cultural e ambiental que possui. Se o nível intelectual é baixo, consequentemente o país deixa de explorar muitas possibilidades que têm. 

            É lamentável perceber que somos fruto do descaso, desde a colonização portuguesa, e, que as poucas oportunidades que o país teve, centrou em uma minoria privilegiada. Lamentável também, quando fica evidente que os projetos educacionais foram muito mais em função do mercado do que em prol da cultura e do social.

Começo a reflexão deste texto, com SANTOS e CERQUEIRA: (nov. 2009, p 3).

“[...] Para a Coroa Portuguesa não interessava a criação de instituições de ensino, muito menos universidades, pois não era importante dar autonomia para a Colônia e assim, aqui no Brasil, foram introduzidos alguns cursos, cuja sua conclusão ocorria em Portugal.”

            Os autores deixam claro o pouco interesse da coroa portuguesa. Não havia, segundo os autores, interesse. Não era importante dar autonomia à colônia. Neste sentido, explica-se o motivo da passividade da população brasileira em relação ao assunto em evidência. Quando não se tem conhecimento de uma situação, evidentemente, pouco se questiona sobre ela. Daí a passividade das pessoas!

            O Brasil recebeu algumas superficiais influências em 1808 com o objetivo de atender aos interesses da coroa portuguesa. Observando os texto, vê-se que somente no início do século XIX é que aparecem novos ajustes, mas o maior êxito acontece na segunda metade do mesmo século, impulsionado pela UNE[1] há uma reação que mais tarde se dissipa, como veremos nos parágrafos a seguir.

Primeiramente, vejam: (Santos e Cerqueira, 2009, p 5)

“Uma das reivindicações da União Nacional dos Estudantes, a UNE, era a substituição de todo o setor privado. Admitiam a manutenção das PUCs, do Rio de Janeiro e de São Paulo, a partir do direcionamento da Igreja Católica para as causas sociais, com base nas teorias da Teologia da Libertação. Mais tarde, essas instituições de ensino superior apoiaram o movimento estudantil, por meio da juventude católica, que se transformou num segmento importante na luta contra o regime militar.”

            Neste período conturbado da história o movimento estudantil criou forças para reivindicar, as buscas proporcionaram ajustes na LDB para atender aos anseios de interesses privados e conservadores legitimando e ampliando o sistema existente. A preocupação da LDB era em controlar a expansão do ensino superior e o conteúdo a ser trabalhado.

SANTOS e CERQUEIRA (2009, p 5):

” A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), votada em 1961, atendeu aos anseios dos setores privatistas e conservadores, o que acabou por legitimar e ampliar o sistema existente. A LDB se preocupou basicamente em estabelecer mecanismos de controle da expansão do ensino superior e do conteúdo a ser trabalho.”

            Mas, a grande explosão no período militar, com mudanças sociais, políticas e culturais desencadeou na destruição do movimento estudantil, as ações das massas populares foram monitoradas e impedidas de acontecerem por um bom período. Somente na segunda metade da década de 80 que novas configurações ocorreram de fato.

            Deste momento, para a atualidade muito se falou, mas não foram avanços consistentes que assegurassem o direito de todos os cidadãos brasileiros ao que deveriam ter de fato. Uma educação superior capaz de dar-lhes um potencial criativo e produções científicas de qualidade para o mundo competitivo moderno e globalizado. O mercado expansivo chegou ao país, mas a educação não acompanhou o ritmo acelerado do mercado competitivo.

            Para terminar a reflexão em SANTOS e CERQUEIRA, vejamos a seguinte citação: (2009, p 14).

“Por tudo que tratamos até aqui, não somos ingênuos ao ponto de ignorar os efeitos perversos das escolhas econômicas neoliberais do país e seus reflexos na educação superior, tão bem tratados pela literatura especializada. Entretanto, arriscamos dizer que, diante de um sistema originariamente elitista, com as devidas ressalvas, o atual governo tem demonstrado, ainda que contraditoriamente, um interesse e uma disposição em favorecer o acesso e a permanência de determinados setores da sociedade até então excluídos deste nível de escolarização.”

            Vejam que há uma ressalva, onde, em meio a contrastes nas conquistas, houve de forma tímida, mas explícito um favorecimento a setores da sociedade que sempre foram excluídos no quesito escolarização. De forma sutil, a abertura dada recentemente pode proporcionar a uma nova explosão social em defesa de um ensino de qualidade.

            Já, NUNES traz o seguinte perfil reflexivo: os desafios estratégicos da política pública. Neste sentido, trataremos do mesmo tema, mas evidenciando uma outra dimensão. Os caminhos tomados pelo poder público em relação aos ensino superior e seu interesse como instituição que gera conhecimentos.

            O referido autor faz uma relação entre o público e o privado, segundo ele, estes são setores complementares e distintos. Ambos evidenciam o conhecimento, porém o público deve visar o social e o privado por sua vez tem finalidade lucrativa e atende aos interesses muito mais do mercado. Considerando que a educação superior brasileira, segundo o mesmo, sempre foi pautada muito mais na iniciativa privada, subentende que esta é a que predomina.

            Mas, fica evidente que a opção do Brasil foi a de priorizar o privado e isso fez com que o setor mercantil pudesse atender suas necessidades e propor uma sociedade de desinformado e mão de obra. Pior ainda, pouco qualificada. Ao público restou o descaso e uma população carente de informação em âmbito do conhecimento superior especializado.

Vejam: (NUNES. 2007, p 106/107).

“[...] Ora, primeiro o Brasil decidiu crescer sua oferta de ensino superior à base do setor privado; em seguida deliberou por estimular a existência de empresas educacionais com finalidades lucrativas; mas, por fim, em significativa esquizofrenia institucional, resolveu ignorar que o setor privado — principalmente o mercantil — e o setor público constituem nichos institucionais alternativos e complementares, mas diferentes, com dinâmicas e estruturas organizacionais distintas e, sobretudo, com finalidades, culturas e objetivos organizacionais distintos. A taxonomia institucional existente — bem como a base regulatória dela recorrente — ignora as importantes fronteiras que separam e caracterizam um setor mercantil, em contraste com o setor público, ou com o setor verdadeiramente comunitário e sem fins lucrativos.”

            Pelo que apresenta NUNES, em seu artigo, vê-se claramente a dificuldade que o país enfrenta para fazer ajustes em relação ao ensino superior, bem como, esclarece o porquê de tantas resistências. Parece evidente que o país está distante de avanços neste setor e o cidadão que não procurar se informar e conhecer a complexidade existente neste setor, continuará eternamente iludido.

Vamos utilizar mais uma informação do referido autor, sem entrar muito no mérito da questão, considerando a complexidade deste tema. São muitas as informações, informações estas de grande clareza para o leitor, mais ao mesmo tempo complexas para quem é leigo. Claro que poderia aparecer muitas outras citações pertinentes, no entanto chegariam ao mesmo denominador.

Vejam então mais esta informação: (NUNES. 2007, p 140/141).       

“Se o país decidir optar — e creio que precisa fazê-lo — por estabelecer padrões de excelência acadêmica, de qualidade internacional a partir de universidades públicas, precisará admitir que a referência acadêmica no Brasil terá de ser matéria de Estado, não de mercado, por ser, em última instância, uma questão da sociedade. No momento, a discussão, encobrindo o sol com a peneira, não permite vislumbrar claramente os desafios e oportunidades trazidos pela decisão passada de expandir o ensino superior via setor privado.”

            Pelo que o referido autor apresenta, fica claro que os desafios são enormes, que o país tem muito a buscar para conquistar espaço nesta área do conhecimento e as perspectivas futuras, não serão fáceis de serem ajustadas. O preocupante é o grande desafio que o país tem a enfrentar para se chegar a um consenso que viabilize a sociedade.

No entanto, ao utilizarmos uma ótica de quem busca se inserir neste setor de trabalho e pesquisa, fica claro que há um espaço promissor e os futuros pesquisadores têm muito a contribuir para encontrar alternativas viáveis para a educação brasileira. Podemos dizer que o tema nos convida a desenvolver projetos de pesquisas pertinentes à tal problemática desafiadora no país. Talvez este tema será o tema de muitas dissertações e teses a serem defendidas.

Utilizando a expressão de NUNES, que vem do popular e tem uma grande relevância, “encobrir o sol com a peneira” parece ser uma atitude não promissora. Esta é uma nação com muitos méritos pela grandiosidade de espírito pacificador, que não merece ser desprezada, vítima de um descaso político, ou econômico. Um país continente, com potencial produtivo, criativo, festivo e outros adjetivos, mas privado de muitas informações que o desqualifica perante o mundo globalizado.

Ficou para o final do texto as reflexões de APRILE e BARONE que focalizam diferentes políticas públicas, priorizam reflexões sobre a implantação do programa PROUNI[2] em 2005. Um programa, que visa, por meio de bolsas de estudo, contribuir com as camadas populares que não tem capital para custear uma universidade particular.

Diz as autoras, que: (APRILE e BARONE. 2008, p 8).

“[...] O cenário brasileiro, no final da década de 1970 e início dos anos de 1980, foi marcado por duas tendências complementares e, muitas vezes conflitantes: as conseqüências das medidas de caráter neoliberal, identificadas por medidas de ajuste estrutural, e os processos de redemocratização, com a implementação de inúmeras reformas.”

            Por um lado, aparece no cenário brasileiro um projeto mercantil em evolução impulsionado pelo neoliberalismo, em contrapartida, o sonho de uma sociedade democrática e projetos voltados as camadas menos favorecidas da sociedade, com diversas reformas. São situações promissoras, mais ao mesmo tempo conflitantes e desafiadoras.

            Tomamos como exemplo de conflito que muito preocupa neste momento de estudo e descrição do texto, quando, ao perceber que há um projeto em ação visando as camadas menos favorecidas, ao mesmo tempo, sujem as interrogações feitas no mesmo trabalho que levanta a hipótese de como pode estar sendo a postura do ensino privado, eu diria que também o público e qual a finalidade dele para a mudança no contexto social.

Vejam: (APRILE e BARONE. 2008, p 14).

“No entanto, a questão que não se cala é aquela que indaga sobre a qualidade do benefício distribuído pelo PROUNI em nome de maior eqüidade social. Qual é efetivamente a qualidade do ensino oferecido pelas IES privadas participantes do Programa? Como assegurar um padrão mínimo de qualidade? Quais as características e compromissos das IES envolvidas no PROUNI?”

            Entendo que não é o fato de ser um serviço prestado pelo ensino privado, mais sim, a intencionalidade deste serviço. A quem ele pretende beneficiar. É preocupante, mas ao mesmo tempo, devemos dar o mérito aos projetos recentes, que pelo menos tentam atender a esta demanda. Reverter um quadro de séculos de desajustes, ou de pouca atenção e interesse público, não se pode fazê-lo acontecer em pouco tempo assim.

            Politicamente, se vê o impasse que o país vem enfrentando e não será nada fácil conciliar política, economia, público e privado. São projetos que tem interesses amplos e muitas vezes distintos. Para se ter uma visão homogênea em ambos os seguimentos, há que se romper barreiras, bem estruturadas, com níveis de resistências muito fortes.

            Por fim, acredito que qualquer instituição que queira promover o bem, ser democrática e atender ao social, pode sim, contribuir. Eu poderia citar o próprio curso que está proporcionando esta reflexão. Foi-me oferecido material didático que despertou uma série de reflexões capazes de me impulsionar para novas buscar em relação ao tema proposto. O que vale a meu ver, é a intencionalidade do serviço prestado.

Encerro minha reflexão com a fala de Gadotti (2013, p 4):

”No Brasil acompanhamos, nos últimos anos, um ciclo de crescimento econômico oportunizado pela melhor distribuição de renda, pela melhoria do salário mínimo, pela extensão da previdência para todos, pelo crédito popular e por outras políticas econômicas e sociais. Daqui para a frente, contudo, creio que o crescimento só ocorrerá se houver melhoria na educação. O crescimento pode estancar sem a melhoria na educação.”

            Fica então aqui mais uma interrogação que procura instigar a todo o bom leitor a sonhar e acreditar em um brasil melhor. Entretanto, para que isto aconteça é preciso que priorizem a educação como o cominho viabilizador de uma nova sociedade e o sonho de uma nova era com ajustes em todos os campos, seja ele político, econômico, cultural ou, de qualquer natureza em prol do social.  

SANTOS, Adilson Pereira dos e CERQUEIRA, Eustáquio Amazonas de. ENSINO SUPERIOR: trajetória histórica e políticas recentes.

NUNES, Edson. Desafio estratégico da política pública: o ensino superior brasileiro. RAP Rio de Janeiro Edição Especial Comemorativa 103-47, 1967-2007.

APRILE, Maria Rita e BARONE, Rosa ELISA Mirra. VI CONGRESSO PORTUGUÊS DE SOCIOLOGIA. MUNDOS SOCIAIS: SABERES E PRÁTICAS. 26 a 28 de junho de 2008.

GADOTTI, Moacir. QUALIDADE NA EDUCAÇÃO: UMA NOVA BORDAGEM. Congresso de Educação Básica: Qualidade na Aprendizagem, COEB, 2013.



[1] União Nacional dos Estudantes

[2] Programa Universidade para todos 2005.

 


PLANEJAMENTO DO ENSINO

            O presente trabalho visa fazer uma reflexão sobre o Planejamento do Ensino. Começamos por entender que tudo o que fazemos depende de um bom planejamento. Sem ele a possibilidade de insucesso é bem maior. Não é responsabilidade deste trabalho descrever apresentando alternativas para um bom planejamento, mais sim, destacar pontos norteadores apresentados nos artigos estudados sobre este tema.

            Vamos iniciar com o artigo apresentada por RODRIGUES, MOURA e TESTA em que a reflexão central é sobre a Didática no Ensino Superior. O artigo trata de duas concepções: a Didática Tradicional e a Didática Moderna. A primeira data do sec. XVII e é influenciada por Ratke e Comênio, mas a solidificação do conceito de Didática só si dá no séc. XIX.

            Apesar da afirmação de que a didática é tão antiga quanto o ensino, e, por ser um mecanismo de observação para ajustes e aprimoramento de uma inovação. Ela passou a ser reconhecida como ciência, posterior a sua origem. No entanto, é um recurso que deve continuar “brilhando” na atualidade com um espaço garantido no ensino moderno.

            Como modelo tradicional no Brasil, o artigo evidenciou a escola Jesuítica. Um método pautado na imposição de valores com o Ratio Studiorum, onde a figura central era o professor. Há uma afirmação de que se usavam a música, teatro, rudimentos de leitura, escrita e aritmética. Também, artes, oratória, ciências e conteúdos ligados a doutrina cristã, estes sem finalidade material, política ou social.

Por outro lado, o mesmo artigo trás conceitos da Didática Moderna, iniciando com Rousseau no sec. XVIII e posterior, com o advento do Movimento de Escola Nova, sec. XX. Neste novo conceito, o aluno passa a ser o centro, o sujeito no processo e não um mero espectador.

O professor, segundo o artigo, na nova concepção, deve ser autodidata. O potencial criativo deve se destacar, ele deve ser comprometido com as mudanças que a era atual exige. Deve ainda, despertar criatividade e estar apto ao diálogo. O professor moderno tem como desafio proporcionar alunos questionadores, opinativos e investigativos.

Passamos nossa reflexão agora para o artigo de MARRARA, onde o mesmo, procura discutir o conceito de planejamento e sua legalidade. O artigo aborda o conflito jurídico entre planejamento e liberdade científica. Para esclarecer os fatos o autor caminha passo-a-passo desvendando os desafios e finalidades de tais buscas.

Em relação ao planejamento, fica claro que o dever deste recurso é o de fazer uma previsão sobre a ação concreta e possibilitar também a auto avaliação. As linhas de pesquisas e projetos acadêmicos são instrumentos básicos para o planejamento das pesquisas de pós-graduação.   

Veja o que diz o artigo de Marrara (2004, p 73):

“O planejamento científico em geral, incluindo o das pesquisas de pós-graduação, foi consagrado expressamente na Declaração de Dakar, de 2000, e na Declaração de Paris, de 1998. [...]”. Observem que no Brasil são usados dispositivos constitucionais da LDB. O autor mostra que há dispositivos que sugerem produção intelectual, planos, programas e projetos, dentre outros.

            Quanto à questão jurídica, aparece a seguinte situação: (MARRARA. 2004, p 78).

 “Como a liberdade artística e a liberdade de ensino, a liberdade científica também é um princípio jurídico, ou seja, não é um direito absoluto e imponderável. Tal como exposto na Declaração de Paris sobre educação superior, a liberdade científica não é apenas um direito do docente-pesquisador, pois envolve responsabilidades perante a sociedade e seu desenvolvimento.”

            Observando a citação é perceptível o direito do docente-pesquisador, mas também o nível de responsabilidade que o mesmo tem perante a sociedade. Neste caso, deve ser levado em consideração aquilo que é melhor, como fins sociais. Enfim, liberdade científica e planejamento são direitos e deveres essenciais para uma pesquisa de qualidade.

            Por fim, vamos ao terceiro e último artigo, este, trata das questões de ensino e aprendizagem, de forma mais especifica, aborda o ensino superior. São dois aspetos que norteiam a reflexão do trabalho. No primeiro momento, se discute a habilidade didática e no segundo, trata-se das formas de avaliação.

            Afirma-se a necessidade de um conjunto de elementos a serem considerados no processo didático, mas também no avaliativo, como: conhecimento, habilidade, avaliação e aprendizagem. Neste sentido, levanta-se a questão do inatismo x empirismo. No primeiro momento vemos que o indivíduo nasce com muitas habilidades e no segundo momento ele adquire experiências a partir da vivência cotidiana.

            No processo interacionista, sec. xx apropriam-se dos dois modelos na compreensão de que ambos se complementam. Neste sentido, o profissional que exerce a função docente tem o dever de estar atento e atentar para esta perspectiva. Sua função é instigar o aluno na busca do melhor. Para esclarecer melhor, vamos observar a citação abaixo: (DIFANTE e CASSOL. p 2)

“O papel do professor em qualquer modalidade de ensino é instigar o aluno na busca da verdade, para que o aluno conheça e interprete, ou seja, aprenda necessariamente. O importante é que o professor coloque-se como ponte segundo a qual é feita a ligação entre o objeto científico e o aluno. Isso remete ao que é conhecido como transposição didática. De nada vale saber muito enquanto professor, se não houver habilidade didática para passar ao educando.”

            O conhecimento em si só, segundo a citação, não garante uma boa qualidade. Associado ao conhecimento docente há que se desenvolver uma didática favorável a fomentar, instigar e proporcional ao discente uma compreensão e sustentação daquilo que se busca conhecer. Há que se adaptar conteúdo e aproximá-lo à realidade dos educandos.

            Ao tratar do tema avaliação, fica esclarecido de que o docente pode escolher os conteúdos e temas mais relevantes na hora de avaliar a aprendizagem, bem como, os critérios norteadores. No entanto, deve haver muita cautela para não agir com seus alunos, usando os mesmos critérios do passado, que não foram relevantes para si.

Vejam o que diz esta citação: (DIFANTE e CASSOL. p 8).

 “[...] Quando se avalia, ou simplesmente se estuda sobre formas de avaliação é necessário considerar os elementos objetivos e subjetivos envolvidos. Nesse sentido a experiência torna-se proveitosa e, portanto coerente.” P 8. Não se pode considerar somente os elementos objetivos, mas também é extremamente importante pensar e considerar o sujeito, que também é um ser pensante.

            Enfim, a conclusão que se chega é a de que uma eficiência do profissional na educação, mais especificamente o professor, depende da soma dos conhecimentos do docente e da aprendizagem do discente. Neste sentido, o artigo não poderia deixar de mencionar os temas didática e avaliação. Ambos se complementam.

            Enquanto a didática exerce a função motivadora, evidencia em sua prática elementos que instigue o docente a compreensão e a busca de novos horizontes. Por outro lado, a avaliação tem como função, medir a evolução neste processo. Quanto ao profissional docente, cabe a ele o bom senso, e a fantástica dedicação que muitos profissionais da educação têm.

            Foram três artigos que destacaram pontos relevantes, desde o modelo tradicional ao moderno. As questões em âmbito daquilo que a lei exige, bem como, daquilo que é direito e dever do docente e discente. Finalizando com a didática, prática a ser exercida para o bom desempenho de uma aprendizagem e seu processo avaliativo. Ambos os argumentos proporcionaram uma vasta compreensão sobre os desafios educacionais.        

RODRIGUES, Leude Pereira. MOURA, Luciene Silva. TESTA, Edimárcio. O TRADICIONAL E O MODERNO QUANTO À DIDÁTICA NO ENSINO SUPERIOR. Revista Científica do ITPAC, Araguaína, v.4, n.3, Pub.5, Julho 2011.

MARRARA, Thiago. Liberdade científica e planejamento: uma tensão aparente. R B P G, v. 1, n. 2, p. 71-80, nov. 2004.

DIFANTE, Édison Martinho da Silva e CASSOL, Francielle Moreira. CONHECIMENTO, HABILIDADE E AVALIAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR. 



Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Centenas de templates
  • Todo em português

Este site foi criado com Webnode. Crie um grátis para você também!