UMA VISÃO ECOPEDAGÓGICA


Pedagogia da Alternância

19/12/2014 13:10

 

 

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Por volta de 1930 a 1935, surge na Europa um modelo de EDUCAÇÃO DO CAMPO chamado PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA.

Quer saber um pouco mais...leia o artigo abaixo

PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA: 
UM FOMENTO PARA O CAMPO.

 

Antônio Carlos da Rocha[1].

 

"Quanto mais é simples e dócil receptor dos conteúdos com os quais, em nome do saber, é "enchido" por seus professores, tanto menos pode pensar e apenas repete".

 

 (FREIRE, 1985. p 53).

 

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo falar sobre a Pedagogia da Alternância em Vale do Paraíso. Esta é uma experiência que nasceu para oferecer ao filho do camponês uma qualidade educacional que valoriza o campo e a cultura camponesa. Será abordado um pouco do histórico das EFAs[2] e a trajetória da experiência até chegar a Rondônia, principalmente em Vale do Paraíso. Apesar de muitos desafios enfrentados, os CEFFAs[3] mantêm a persistência, não deixam de existir, trabalhando, prestando serviços à comunidade, permanecendo como uma Instituição sem fins lucrativos em Rondônia há duas décadas. Na escola, além de conteúdos pertinentes à proposta de ensino, o aprendiz se prepara para a vida, seu dia-a-dia é em geral, a coletividade, onde o sujeito aprende a respeitar e ser respeitado. A formação integral tem prioridade e o jovem tende a buscar um projeto de vida desenvolvendo o meio social, econômico, político e acima de tudo, humano. Tudo acontece no processo de ir e vir conhecido como alternância, onde as famílias e instituições ligadas ao campo se envolvem no procedimento. Portanto, esta é uma experiência que vem provando dar certo no meio rural e merece muito respeito. A dinâmica de trabalho na EFA é extremamente grande e exige muito mais dos profissionais que acreditam no campo conciliando teoria e prática.    

PALAVRAS-CHAVE: Pedagogia, Alternância, Persistência, Teoria e Prática.

ABSTRACT: This article aims to discuss the Pedagogy of Alternation in Paradise Valley. This is an experience that was created to offer the farmer's son a quality education that values the countryside and peasant culture. Will be addressed a little history of EFAs and the trajectory of the experience until the Rondônia, mainly in Paradise Valley. Despite many challenges, the CEFFAs's persistence, not cease to exist, working, delivering services to the community, remaining as a nonprofit institution in Rondônia for two decades. At school, as well as content relevant to the proposed school, the student prepares for life, your day-to-day is generally the community where the subject learns to respect and be respected. The full training is given priority and the young tend to get a life project developing the social, economic, political and above all, human. Everything happens in the process of going back and forth known as alternation, where families and institutions related to the field are involved in the procedure. So this is an experience that is proving to work in rural areas and deserves much respect. The dynamics at work in EFA is extremely large and requires much more of the professionals who believe in combining theory and practice field.

KEYWORDS: pedagogy, Alternation, Persistence, Theory and Practice.

INTRODUÇÃO.

            Desde a minha adolescência sempre sonhei em fazer algo útil àqueles que necessitam. Pensando assim, fui "amadurecendo" meus conhecimentos e olhando com cautela, principalmente para os desfavorecidos da nossa sociedade. Então é óbvio que eu, sendo um filho de camponês não poderia deixar de lutar e defender este espaço tão importante na sociedade, o trabalho e o trabalhador do campo.

            Passei um bom período da minha vida no campo, enfrentei situações fáceis, mais também vivenciei outras constrangedoras. O camponês trabalha, produz alimento e é pouco valorizado em sua maneira de ser, sua cultura. Senti o quanto o campo é acolhedor e presenciei grandes mudanças neste espaço tão importante da sociedade, o que me preocupa.

            Depois de muita busca para me ingressar na carreira estudantil, tanto no campo, como na cidade, por volta de 1989 comecei a participar de informações sobre a implantação de uma escola do campo, para o filho de camponês e as primeiras orientações surgiram a partir de trabalhos de formação na Comunidade Católica[4]. Achei interessante a proposta e resolvi trabalhar em mutirões no intuito de ajudar na implantação deste projeto, mas até então eu não havia pensado em estudar. Naquele momento o que me motivava era poder contribuir com o projeto para o campo e os filhos dos camponeses.

            Entretanto, no início do ano 1992, sem muito esperar, fui convidado a estudar na própria escola que ajudei a construir, EFA de Ouro Preto[5], naquela época. Hoje, com a municipalização do Vale do Paraíso, ela passou a pertencer ao presente município, que era Distrito de Ouro Preto, anteriormente. Tudo aconteceu como um passo mágico e hoje, passados aproximadamente duas décadas eu não poderia deixar de defender tal projeto e escrever sobre ele.

            Foi pensando assim que resolvi escrever este artigo no intuito de dedicá-lo a todos que direta ou indiretamente contribuíram com este projeto, dentre estes e em especial, àqueles que apostaram na iniciativa e ajudaram nos primeiros mutirões de construção da estrutura sonhando com um futuro melhor para o campo. Alguns nem mesmo usufruiu da escola trazendo filhos para estudarem na mesma, outros têm o privilégio de verem netos estudando no projeto em que fez sua contribuição.

  1. UM BREVE HISTÓRICO DA PEDAGOGIA DA ALTERNÂNCIA.

A humanidade passou por um período histórico bastante complexo entre as duas grandes Guerras Mundiais. Nesta época a Europa presenciou várias conseqüências tanto no campo quanto na cidade. A busca por alternativas era muito grande, no quesito educação não foi diferente, assim sendo, não deixou de surgir inovações. No meio rural, havia a reivindicação de uma escola que valorizasse a propriedade rural e também os filhos dos camponeses. É a partir daí que nasce a primeira experiência de educação conhecida hoje como Pedagogia da Alternância[6].

No entanto, com o surgimento desta proposta na França, na década de 1930, a educação do campo ganhou mais um elemento fundamental: a valorização do espaço camponês como uma alternativa, bem como, um esforço para mostrar ao trabalhador do campo que ele é sujeito capaz de promover a produção de alimento indispensável para o espaço camponês e também para a cidade.

 Ser sujeito é ter a certeza de que além de produzir o alimento fonte de energia vital, pode produzir conhecimento, uma consciência crítica do saber intelectual. É conciliar saber e auto-estima, uma vida mais digna dos humanos, principalmente para os filhos dos camponeses.

Ao trabalharem no campo e ter que estudar na cidade vendo conteúdos muito mais relacionados à vida urbana, o filho do camponês perde muito entusiasmo sobre o que faz na ilusão de que viver na cidade, é viver melhor. Na França, a partir da reivindicação de alguns filhos de camponeses que não queriam ir para a cidade e perder o vínculo com o campo, surgiu à primeira experiência em Alternância. Esta se multiplicou muito rapidamente se tornando um excelente Modelo Pedagógico para o campo.

Com o apoio e contribuição de um grande inovador e apaixonado pelo campo, Padre Abbé Granereau, alguns pais, a partir de cooperação, iniciam a experiência chamada na França de Meison Familiale[7]. Portanto, família e escola caminham juntas e em cooperação, constroem o projeto de educação dos filhos. Esta foi uma forma de atender a necessidade daqueles camponeses da época.

Todo o processo foi objeto de muitas reflexões e múltiplos entendimentos. Sua fase inicial se deu em uma Casa Paroquial de Sérignac-Péboudou, por volta de 1935 e em 17 de novembro de 1937, portanto dois anos após a experiência inicial, acontece a abertura oficial em Lauzun, sede do Cantão[8], França. A idéia se multiplicou transformando o sistema de ir e vir, onde os alunos passam um período na escola conhecido como Sessão Escolar e um outro em casa, entendido como Sessão Familiar como uma forma de complemento um do outro.

Assim que iniciaram as experiências, tal ação se multiplicou rapidamente espalhando por praticamente toda a Europa e consequentemente por outros Continentes do mundo. O interessante é que a experiência vai se incorporado de acordo com cada realidade e multiplicando sem perder os princípios idealizados naquele início de conversa.

Com a expansão do modelo em alternância, nosso Continente também foi beneficiado e o Brasil recebeu sua primeira escola no Estado do Espírito Santo, no final da década de 60, mais tarde ela se espalha por vários outros Estados do país. Devido à influência do catolicismo na região de Anchieta e Alfredo Chaves - ES, o Padre Humberto Pietrogrande, que conhecia a novidade na Itália, motiva e ajuda a Pedagogia da Alternância vir para o Brasil. É assim que ela se espalhou por outras regiões do país.

O Estado de Rondônia tem seus primeiros contatos por volta de 1983 a partir de alguns estagiários do MEPES[9] na região de Ouro Preto em encontros promovido pela CPT[10] tendo como foco principal visita a algumas comunidades e reunião com líderes comunitários. Um dos líderes de nossa região foi o Sr. Agrimar de Souza Gomes (Piau) e Nique, ambos, funcionários da CPT naquela época.

Somente em 1989 é que inicia a primeira experiência em Rondônia no Município de Cacoal. Este projeto foi coordenado pelo Pe. José Simionatto em nome da Paróquia de Cacoal. Naquele mesmo ano também iniciou a construção de outra escola, mas desta vez no Município de Ouro Preto do Oeste (hoje Vale do Paraíso), também coordenada pelo mesmo Padre José Simionatto. A EFA de Ouro Preto começa a funcionar em 1990 ao mesmo tempo se inicia a construção de outra escola em Jí-Paraná (hoje EFA Itapirema), esta, coordenada pelo Pe. Toninho.

 Na medida em que inaugura a EFA Itapirema, começa a construção da EFA Chico Mendes em Novo Horizonte, coordenada pelo Pe. Natal e inaugurada em 1992. Assim a experiência vai se multiplicando e ganhando espaço no Estado. Foram muitos encontros, reuniões preparação em cursos de formação e muito empenho e apoio das comunidades. A parte financeira era financiada via projetos vindos da Itália, coordenados pelos Padres e pela Diocese em Jí-Paraná, onde Dom Antônio (Bispo) estava sempre pronto a nos ajudar.

Neste modelo, unem-se teoria e prática, incorpora-se o conhecimento empírico confrontando-os aos científicos e ambos, monitores[11], pais e filhos aprendem sem perderem as raízes culturais nem fugir da realidade científica. Todos aprendem, mas também ensinam a partir do planejamento e orientações programadas pela equipe e a coordenação do espaço escolar. 

Vejam:

"A Pedagogia da Alternância é o método que assegura o sucesso das "Maisons Familiales Rurales", efetivamente nascida na década de 1930 na França e expandida por vários países, entre os quais o Brasil, onde se congregam na denominação geral de CEFFAS[12]". (HINGEL, 2007. p 20). Fica claro nesta citação que mesmo se espalhando pelo mundo afora, a experiência em alternância das EFAs, ganham formas, mais não perdem suas raízes originadas na França.

            A EFA nasce para valorizar o meio, assim sendo, não destrói princípios culturais, ao contrário, sua dinâmica pode ajudar a resgatar nas famílias parte da cultura que está adormecida e discretamente está presente no seio familiar. Vem para motivar o campo e as famílias camponesas, fomentar neste espaço a dignidade e o respeito que a população e qualquer cidadão merecem ter.

            A formação integral é almejada como o ponto chave do processo. O Jovem se prepara para a vida, sendo assim, ao ingressar na EFA são desafios e surpresas em todo o processo de formação. São trabalhados recursos motivando o jovem a olhar e valorizar os aspectos intelectuais, técnicos, científicos, profissional, humanos, sociológicos, ecológicos, éticos, espirituais, econômicos, filosóficos, artísticos e outros.

            Vejam em Silva:

Assim, a finalidade de um CEFFA é a Formação Integral dos jovens e o desenvolvimento do meio onde vivem. Para alcançar estas finalidades, eles utilizam dos seguintes meios: a Associação local e a Alternância. Em síntese, podemos considerar como os quatro pilares fundamentais dos CEFFAs: Formação Integral, Desenvolvimento do Meio, Associação de Famílias e a Alternância. (SILVA, 2006. p 6).

            Fica claro que a formação integral é algo muito almejado pelas EFAs, porém não é o suficiente para garantir a demanda. Este é um dos pilares que fundamentam os CEFFAs. Não gostaríamos de preparar intelectuais que não contribuem com o desenvolvimento do meio. Também descaracterizaria termos futuros jovens que esquecessem o valor das famílias, perdessem o senso humano ou deixassem de sonhar.

            No entanto, o jovem camponês deve ser consciente da sua importância na sociedade e também perceber que os jovens da cidade são trabalhadores e merecem respeito, porém não são mais importantes para a sociedade do que os filhos dos camponeses, idéia predominante no imaginário de muitos. É nesta perspectiva que a EFA faz o seu trabalho e sonha com uma vida melhor, com mais dignidade, na certeza de que no meio rural existem inúmeras experiências que devem ser valorizadas.

2. A EDUCAÇÃO DO CAMPO E O CAMPO PARA EDUCAÇÃO.

 

Com o advento da Industrialização e mais tarde com a modernização na agricultura influenciada pela Revolução Verde, bem como, o avanço da expansão capitalista a partir do projeto neoliberal, a propriedade rural ganhou outra dimensão e deu lugar a idéia de empresa rural. O camponês passou a ser entendido como agricultor familiar, apesar de defender uma produção que preserva o meio ambiente, a intenção da agricultura familiar é a geração de renda, enquanto antes deste processo pensava-se muito mais em viver.

A partir da mecanização e as inovações biogenéticas a produção de alimentos naturais perdeu em qualidade e o ecossistema ficou comprometido. Os meios de produção foram facilitados com as máquinas e o uso de insumos, porém houve um volume enorme de desrespeito e desconsideração com a natureza. Foram feitos ajustes para amenizar os impactos ambientais causados a partir da Revolução Verde, mas não foram suficientes para contornar a situação.

Portanto, na medida em que a agricultura camponesa se intimida pelas inovações tecnológicas, o espaço camponês que era cultivado pela família em menor escala deu lugar à pecuária, tendo em vista que o camponês não dispõe de recursos tecnológicos para garantir a produção. Neste processo de produção, poucos trabalham em muito espaço, o filho do camponês começou a sonhar com uma vida melhor, saindo do seu território em busca de novos horizontes, a alternativa mais certeira no momento foi os centros urbanos, provocando o inchaço nas cidades.

Em pouco tempo de avanço neste modelo de produção, viu-se que muito produz mais também há uma destruição do meio ambiente que atinge tanto o campo quanto a cidade. Nas fases de experiências do modelo o meio ambiente deu resposta e o mundo presenciou um caos. É aí que aparece a escola EFA com uma proposta inovadora, mostrando que os filhos dos camponeses deixaram de ser sujeitos e entraram na dependência do mercado.

Devemos lembrar que a Agricultura Familiar é uma proposta que garante um maior respeito com a natureza em relação à produção em grande escala, porém se tem uma visão da grande produção e o uso de insumo predomina de forma bastante acelerada. O fato interessante é que surgiram grandes iniciativas em busca de alternativas com modelos agroecológicos. Muitos agricultores familiares estão optando por mecanismos menos agressor ao meio ambiente e as famílias estão vendo possibilidades de subsistência no campo. 

Pensar uma proposta para o campo é o compromisso de todos que fazem parte deste meio, mais a EFA discute com os poucos camponeses que ainda restam no campo à viabilidade de vivermos com qualidade, sem perder a rica cultura existente no meio rural. A partir deste projeto, a educação oferecida pela Pedagogia da Alternância desperta nas famílias o potencial que ambos têm e encontra um espaço (um campo enorme) para seu trabalho, atingindo famílias, comunidades e a sociedade.   

Pensar em educação do campo é perceber que além de um espaço escolar a ser trabalhado, temos um vasto ambiente a atingir, porque o filho do camponês tem saído do campo para a cidade perdendo parte de seus princípios (cultural), bem como, o vínculo com a terra. Entretanto a proposta da Pedagogia da Alternância é a de estar no meio camponês e mostrar ao filho daquele espaço que seu ambiente de vida é importante e que nele você pode ser sujeito.

A adolescência é a idade da curiosidade, da busca, da exploração de tudo, do questionamento, do espírito de aventura, da procura de projetos no plano da amizade, do amor, dos encontros humanos, sociais, profissionais, dos problemas da sociedade, do mundo. É a idade de maravilhar-se, dos sonhos, do entusiasmo e do engajamento pelas grandes causas com todos os riscos inerentes de manipulações. (GIMONET, 2005. p 7/8).

A EFA em sua proposta pedagógica aguça a curiosidade, mostra caminhos para que o adolescente e/ou jovem tenham a vontade de explorar, de questionar. Proporciona a aventura da busca por inovações sem que o aprendiz tenha de desvincular do meio onde vive. É um amplo espaço para se fazer amizade, conhecer e ser conhecido em que o adolescente e/ou o jovem podem sonhar com o profissionalismo e a possibilidade de transformações sociais.  

É um campo enorme para o setor educacional tanto menosprezado pelas autoridades políticas em função da supervalorização da zona urbana. Em muitos casos, quando se pretende estudar, os filhos dos camponeses se submetem as extensas viagens que os colocam em rico, perdem um bom tempo na estrada e quando chegam à escola não conseguem raciocinar em função do cansaço ou fome, além de terem que enfrentar um dinamismo diferente da rotina camponesa.

Ao implantarmos a proposta da Pedagogia da Alternância em uma comunidade, garantimos a possibilidade de uma educação realmente do campo, para os camponeses e encontramos um espaço muito amplo, pois a educação convencional tem funcionado, mais garante somente uma parcela da formação. No sistema convencional se escolariza, mais a ação pouco acontece e o humanismo vem perdendo espaço neste meio.  

Vejam o que diz Caliari:

Em resumo, a "ação deformadora" da educação rural estabelece, no plano de relações entre cidade-campo, uma dominação do urbano sobre o rural que exclui o rurícola da totalidade definida pela representação urbana da realidade. Com esse entendimento, é possível concluir pelo esvaziamento rural, como referência do processo de constituição de identidades, desestruturando a hipótese de um projeto de desenvolvimento apoiado na perspectiva de educação rural. (CALIARI, 2002. p 71).

Muito se questiona o modelo de educação presente no campo onde o urbano é o predominante e isto tem incomodado os educadores críticos, as famílias e comunidades. O filho do camponês se sente excluído no processo de sua formação, no decorrer de seu desenvolvimento passa a olhar o campo e até a própria família como um lugar atrasado.

A evasão é evidente e a perspectiva de campo e cultura camponesa dão lugar ao desespero nos centros urbanos na luta por um salário e em muitos casos, a perda de identidade. O jovem troca a liberdade e o ambiente saudável da propriedade rural, para a agitação e a poluição da cidade no sonho de garantir um status melhor. Alguns atingem seus objetivos, outros acabam se frustrando, buscando caminhos não viáveis.

3. A EFA E SEUS INTRUMENTOS PEDAGÓGICOS.

A EFA funciona pedagogicamente a partir dos Instrumentos Pedagógicos, eles são mecanismos didáticos pedagógicos que nos ajudam na prática do ensino-aprendizagem. É um processo de construção do saber que valoriza o conhecimento da família confronta-os aos científicos, onde escola, família/comunidade e aluno vivem em constante sintonia.

No processo pedagógico acontecem um diálogo onde ambos os envolvidos, aluno, família e escola encontram caminhos para todos ampliar seus conhecimentos e se tornarem parceiros na formação de ambos. A escola, família e comunidade trocam saberes e nesta troca de saberes todos aprendem desde que ocorra a interação entre os envolvidos. 

É nesta troca de saberes que surgem as experiências, Santos, em Filosofia Para Criança fala no conceito de experiência, ele diz: "O grande critério da verdade, o fogo purificador, é a prática". (SANTOS, 2002. p 95). Na EFA, o aprendiz, desde que se matricula e entra no processo em alternância passa a viver duas realidades distintas. De um lado, o convívio com a família nos moldes e costumes da mesma, do outro, a coletividade mostrando outros horizontes. Ele vive na prática duas realidades e ambas o faz bem.

   São vários instrumentos pedagógicos e pode haver variação de escola para escola, dentre eles temos: Plano de Estudo (PE), Colocação em Comum (CC), Folha de Observação (FO), Caderno da Realidade (CR), Caderno da Alternância (CA), Tutoria, Viagens e Visitas de Estudos, Estágios, Projeto Profissional dos Jovens (PPJ), Visitas as Famílias e Comunidades, Intervenções Externas e Serões, dentre outros recursos didáticos complementares.

O primeiro instrumento, considerado o ponto de partida para o processo de formação, é o PE. A partir dele é desencadeado todo o processo de formação. O PE é um tema: "problema" a ser discutido. Portanto, é a partir deste problema que os alunos, com a orientação e apoio dos monitores elaboram um questionário para ser discutido com a família e/ou comunidade.

Depois de discutido e debatido o tema proposto na sessão familiar, o aluno volta para a escola para socializar com os colegas suas anotações e compreensão do tema. Assim sendo, cada aluno apresenta sua compreensão e anotações transformando um consenso da classe em um texto, síntese. Neste momento há um amadurecimento do assunto e oportunidade de confronto de opiniões a partir de diálogo.

Aproveito este momento para chamar a atenção do leitor à reflexão de Freire: "O diálogo é o encontro amoroso dos homens que, mediatizados pelo mundo, o "pronunciam", isto é, o transformam, e, transformando-o, o humanizam para a humanização de todos". (FREIRE, 1985. p 43). Este é um dos objetivos da Pedagogia da Alternância, focar na perspectiva de pessoas mais humanas capazes de perceber e sentir o que acontece ao seu redor.

Um segundo passo, de extrema importância é a CC. Nesta fase do processo a equipe reúne, faz um estudo da síntese elaborada pelos alunos e canalizam os temas a serem trabalhados na sala de aula, voltados àquele assunto. São nesta fase que se definem os conteúdos didáticos, pré-selecionados no planejamento, para serem trabalhados e é o momento para possíveis ajustes.

Se for necessário, será feito a FO, são observações para serem analisadas no local onde aconteceu a pesquisa. Esta serve como um complemento que ajuda a reforçar o debate e compreensão do tema em proposição. Acontecendo isto, ainda é interessante a socialização na sessão escolar para que todos da classe tenham uma transparência do tema em debate.

Depois de debatido, da compreensão do assunto em questão, o aluno vai registrar tudo o que pesquisou e aprendeu. Este registro é feito no CR, nele o aluno arquiva toda a sua produção debatida na escola e na família, desde o início do processo metodológico. Tudo é feito de forma organizada, com uma capa, uma redação, as perguntas e respostas, uma ilustração - criação do aluno como representação do tema e a síntese do grupo, além de possíveis trabalhos complementares pedidos pelos monitores em suas respectivas disciplinas.

Para fazer um elo entre escola e família, o instrumento utilizado é o CA. É nele que o aluno registra as aulas trabalhadas, livros lidos, tarefa para casa, serão, data de cursos ou intervenções externa - um reforço ao tema debatido. Também é neste instrumento que o monitor tutor comunica com os pais, em contra partida os pais com os monitores. Ele, assim como o CR, deve acompanhar o aluno no processo de ir e vir, frase muito usada no dia-a-dia.

 Vejam:

"A Alternância não consiste em dar aulas aos jovens, e em conseqüência pedir-lhes que apliquem isto no terreno. Mas ao contrário, o processo de aprendizagem do jovem parte de situações vividas, encontradas, observadas no seu meio". (FORGEARD, 1999. p 67). Ao planejar a pesquisa sobre um tema para o PE, os alunos vivem duas realidades. Uma experiência na família e a outra na escola, confronta-as e de forma mais transparente possível procura compreender o meio onde vive.

Todo o ser humano "normal" é capaz de criação, ela acontece de forma espontânea ou não. Na EFA, o aluno tem o monitor tutor, é ele que orienta, acompanha o aluno, dialoga com a equipe, se necessário for, para resolver possíveis dificuldades do seu tutorando e também está constantemente em sintonia com a família dos seus tutorandos. Entretanto, o aluno que é um ser criativo, de forma obvia, recebe fomento para ampliar sua criatividade.   

            Toda a pesquisa feita pelos alunos deve ser complementada ao máximo possível com outros recursos didáticos, neste caso, surgem como opção outras saídas alternativas: as visitas e viagens de estudo. A visita ajuda-nos a conhecer novos horizontes, perceber outras realidades, isto é bom para o monitor e consequentemente para o aluno.

Diz Freire:

"Educar e educar-se, na prática da liberdade, é tarefa daqueles que sabem que pouco sabe - por isso sabem que sabem algo e podem assim chegar a saber mais - em diálogo com aqueles que, quase sempre, pensam que nada sabem, para que estes, transformando seu pensar que nada sabem em saber que pouco sabem, possam igualmente saber mais". (FREIRE, 1985. p 25).

            Observando as orientações de Freire, temos a clareza de que pouco nós sabemos e que podemos saber mais utilizando os vários recursos didáticos que a Pedagogia da Alternância propõe. É dialogando com outros saberes que vamos enriquecendo nosso processo de trabalho, motivamos novas experiências, proporcionando aos alunos, família e comunidade a perspectiva de saber mais.

            Outro fator de extrema importância na experiência das EFAs é o Estágio, este varia de acordo com o nível de escolaridade e região onde a escola está implantada. Em Vale do Paraíso[13] trabalhamos com o Estágio Familiar[14]. Além de conviver com a família do colega o estagiário acompanha o Projeto[15] e seu desenvolvimento na prática. Este é um primeiro passo em direção ao meio profissional. 

            No entanto, há outro complemento muito interessante para a escola, família e consequentemente para o aluno, são as Visitas as Famílias. A escola aproxima dos familiares, o aluno fica feliz em receber seus monitores em casa, aumentando o laço de amizade entre ambos. Portanto, temos uma certeza maior do que estamos falando, com quem estamos falando e por que devemos defender tal caminho. 

            Utilizamos ainda outros mecanismos de trabalho que são as intervenções externas, os serões e outros. Todo o artifício é desencadeado a partir do primeiro instrumento de trabalho, o PE. Ele é considerado o tema gerador, responsável em dar aspiração aos diversos caminhos que devem ser trilhados no decorrer de cada sessão bimestral. Poderíamos dizer que o PE é o "cérebro" da Pedagogia da Alternância.

            Vejam em Freire:

 "Na modernização, de caráter puramente mecânico, tecnicista, manipulador, o centro de decisão da mudança não se acha na área em transformação, mas fora dela. A estrutura que se transforma não é sujeito de sua transformação". (FREIRE. 1985. p 57). Ao contrário, a Pedagogia da Alternância volta à atenção para a importância de se preparar sujeitos. Ela preocupa com a formação integral, pretende preparar o cidadão para a vida e tem a certeza de que este é um dos melhores caminhos.

            Na EFA, o aprendiz enfrenta vários desafios e isto o dá uma dimensão muito relevante. Os primeiros desafios para muitos estudantes que chegam à escola é o fato de ter que conviver em grupo, respeitar os limites do colega e as limitações exigidas pela instituição, além de ter que ficar longe da família por duas semanas. Depois vem o dia-a-dia, uma rotina de compromissos que a maioria dos adolescentes não enfrenta em casa e assim sucessivamente.

            Portanto, viver a experiência na Pedagogia da Alternância em uma EFA não é tarefa fácil. É preciso um período de tempo para o aluno assimilar como é o funcionamento dos vários Instrumentos Pedagógicos, entender como e porque acontece a integração deles no processo, perceber o dinamismo das disciplinas e estar atento ao compromisso e dedicação para não se perder no meio do caminho.

4. HISTÓRICO DA EFA EM VALE DO PARAÍSO

 

            Por volta dos anos 70 e 80 Rondônia recebeu uma enorme quantidade de migrantes vindos de várias regiões do país. Ao chegarem, estes migrantes trazem consigo algumas tradições e uma delas é a crença, neste caso foi o catolicismo. Muitos proprietários doavam uma área para se fazer um campo de futebol e um espaço para a construção de uma Igreja. Assim sendo, foi forte a implantação das Comunidades Católicas baste presentes na região.

            Na década de 80, o catolicismo recebeu nesta região vários padres que defendiam uma crença focada em transformações sociais, era a ala progressista da Igreja Católica em ação. Neste período o trabalho das CEBEs[16] era muito forte, havia várias Pastorais no seio da Igreja Católica preocupadas com as questões sociais. Uma delas foi a CPT[17]. É a partir desta Pastoral que nasceu às primeiras reflexões voltadas às necessidades do campo.

            Vale do Paraíso era Distrito de Ouro Preto do Oeste, portanto, as primeiras iniciativas nascem em nome do município de Ouro Preto. Começa-se um trabalho de base nas comunidades católicas onde as lideranças da época convidam as pessoas da região a apostarem em uma alternativa para o filho do camponês, o ingresso na carreira estudantil, a luta pela educação e uma educação de qualidade.

            Foi um trabalho intenso, onde os representantes de várias comunidades caminhavam a pé, ou de bicicleta para fazerem as primeiras reuniões relacionadas ao assunto. Foram vários debates, muito sonho e sacrifício, até desencadear as primeiras iniciativas de implantação da escola. O importante é que as pessoas acreditaram na grande possibilidade e agiram de forma espetacular em busca de conquistar o sonho e transformá-lo em realidade.

Depois de muito se discutir, as comunidades assumiram o trabalho de mão-de-obra na construção e limpeza da área a partir de mutirões e a Diocese em Jí-Paraná, na pessoa do Pe. José Simionatto entrou com a administração financeira, recurso vindo da Itália, garantida por uma associação Italiana[18].

            Assim se deu os primeiros passos em direção ao objetivo proposto, muito trabalho e desafio, bastante dedicação de todos e um sonho de transformação do meio. Portanto, em 1990 inicia-se uma primeira turma num sistema supletivo e uma turma na forma seriada. Passaram-se duas décadas aproximadamente (em 2010 a escola completará vinte anos de funcionamento). Foram dezessete conclusões do Ensino Fundamental e muita história a se contar entre desafios e ajustes para sobreviver.

            Na atualidade vivemos outra realidade nas comunidades rurais e consequentemente na escola, no entanto a Pedagogia da Alternância continua mantendo seus princípios. Os instrumentos pedagógicos continuam funcionando e a certeza de que a EFA proporcionou oportunidades para os filhos dos camponeses da região, e ainda, temos muitos sonhos e garantia de que a iniciativa na França no início do século continua viva.

            Para finalizar minha reflexão mostrando ao leitor que estamos num caminho melhor, busquei em Freire esta orientação: "O sujeito pensante não pode pensar sozinho; não pode pensar sem a co-participação de outros sujeitos no ato de pensar sobre o objeto. Não há um "penso", mas um "pensamos". É o "pensamos" que estabelece o "penso" e não o contrário". (FREIRE, 1985. p 66). Temos que pensar juntos e persistir na busca dos objetivos que garantem o campo e os camponeses como sujeitos de sua história.        

            Em 2010 completaremos vinte anos de funcionamento e o sonho continua focado na realidade do campo. Não pensamos um campo menosprezado, mas em um campo cheio de sonhos e realidades a ser conquistada. A veracidade é que atingimos um número aproximado de oitocentos ex-alunos que concluíram o Ensino Fundamental nestes anos de trabalho, outros se perderam pelo caminho sem concluir o curso. Temos ex-alunos que pararam de estudar, em contrapartida outros atingiram a uma Graduação, Pós-Graduação - como Especialização e até Mestrado.

5. O DIA-A-DIA NA EFA[19].

            O primeiro desafio que o aluno enfrenta ao chegar à escola, mencionado anteriormente, é o distanciamento da família. No período de sessão escolar o estudante fica duas semanas na escola, portanto longe da família. Outro fator é desafio em compreender como funcionam os instrumentos pedagógicos, bem como, a necessidade de estar em constante reflexão sobre o que está fazendo para entender o processo, diferente do Ensino Convencional, mais não isolado dele.

No cotidiano, o estudante aprende a cuidar de si mesmo. Pela manhã, ao levantar, ele deve arrumar a cama e fazer a higiene pessoal, logo após, o compromisso é o de fazer uma tarefa de limpeza estabelecida no início da sessão. Esta tarefa é dividida por setor e é feita em grupos, são as limpezas diárias. Em seguida toma café, depois vai para a sala de aula, faz um lanche por volta das 09h30min e retorna para a sala ficando lá até ao almoço. No intervalo do almoço volta a fazer uma nova limpeza, tarefas diárias e tirar um tempo para lavar roupas, estudar ou preparar uma atividade para a próxima aula, quando necessário.

            Assim continua a vida estudantil, após o almoço e os compromissos no intervalo, o estudante retorna a sala de aula ficando lá até às 3h30min. Assim sendo, ele faz um novo lanche e vai para o momento conhecido como atividade prática, também dividida por setor e os trabalhos são coletivos. Ao terminar o trabalho prático que são 02h00min de compromisso, chaga o momento de lazer. Neste caso temos 01h00min todos os dias, o aluno pode optar pela participação neste momento ou não.

            Portanto, tenha a certeza de que a rotina de atividades ainda não acabou. Desta vez o aluno vai para o banho e depois para o jantar. No período noturno, conhecido como serão, geralmente se faz algo recreativo, ou se esclarece algum conteúdo em que houve muitas dúvidas para a maioria, mais a aula não é o recomendado. Assim sendo, finaliza as atividades e por volta das 09h00min chega o momento para o descanso.

            Deve ficar claro para o leitor que esta é uma rotina, no entanto, as dinâmicas existentes fazem com que o dia-a-dia passa e não se torna comprometedor para a turma. Convivem meninos e meninas, existe um regimento construído pelos pais e o respeito mútuo tem sido muito bom. A convivência entre meninos e meninas, apesar dos limites exigidos, parece dar um conforto a ambos, este é o poder do sexo oposto que acaba harmonizando o ambiente.

            Na verdade, viver na EFA, é superar desafios, conviver em grupo e entender os limites do outro para se conhecer melhor, além de perceber um amor intenso sobre a vida em coletivo. Nós, seres humanos, por mais que nos achamos individualistas, precisamos do outro e o ideal que seja uma família. Na verdade, o aglomerado urbano é uma forma de aproximação entre os humanos, somos seres sociais apesar de muitos não admitirem isto.

 CONSIDERAÇÕES FINAIS.

 

            A humanidade trabalhadora sempre foi vítima de exploração desde que à sociedade se estabeleceu com caráter de poder. Durante toda a história muitos ajustes foram feitos e a cada dia se descobre novas alternativas. Há um poder dominante que não se interessa por mudanças neste meio e uma enorme massa de trabalhadores em busca de dias melhores. Neste contraste temos pensadores intelectuais que atuam na tentativa do melhor para o dominador, mais também nunca deixou de ter aqueles que defendem uma causa justa para a massa sofrida.

            Gostaria de agradecer a todos os profissionais que agiram e os que agem em favor dos trabalhadores, em especial ao trabalhador camponês que é o foco principal neste artigo, pois, esta classe merece o respeito de todos os humanos do campo ou da cidade. É a propriedade rural que sempre forneceu alimento para todos os sobreviventes deste planeta, porém a má distribuição destes é a responsável pela fome de muitos.

             Quanto ao nosso projeto, gostaria de agradecer a todos que direta ou indiretamente contribuíram com a implantação e o dia-a-dia da escola, em especial a muitos que acreditaram no projeto de implantação da Pedagogia da Alternância e nem se quer sabiam o que era uma pedagogia, mais pela fé cristã apostou na possibilidade do melhor. Alguns destes, nem mesmo teve filho na escola.

            E, para finalizar minha reflexão e consequentemente este artigo, gostaria de deixar claro que sou filho desta história, vivenciei vários desafios e tenho muito carinho e admiração por todos os parceiros nesta luta. Espero ver este sonho que virou realidade transformar em muitas novas realidades. Que o Poder Público possa perceber o quanto contribuímos com o meio. Felicidades a todos na certeza de ver longos caminhos a serem percorridos.

Tio Toninho[20].

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

CALIARI, Rogério Omar. Pedagogia da Alternância e Desenvolvimento Local. 2002. Dissertação (Mestrado em Administração) - Universidade Federal de Lavras, Lavras.

FREIRE, Paulo. Extensão ou Comunicação?. Paz e Terra. Rio de Janeiro, 1985.

Revista da Formação por Alternância. Ano 1 - Setembro 2005.

Revista da Formação por Alternância. Ano 1 - Nº 2 Julho 2006.

Revista da Formação por Alternância. Formação Integral. Ano 3 - Nº 5 Dezembro de 2007.

Revista da Formação por Alternância. Desenvolvimento Sustentável e Solidário. Ano 3 - Nº 6 Junho 2008.

SANTOS, Nilson. Filosofia para Criança. Investigação e Democracia na Escola. Nova Alexandria. São Paulo, 2002.

UNEFAB[21] - Pedagogia da Alternância. Alternância e Desenvolvimento. São Paulo. 1999.



[1] Técnico em Agropecuária, Escola Família Agrícola Pe. Ezequiel Ramin - Cacoaal; Pedagogo, Universidade Federal de Rondônia, Unir - Rolim de Moura; Especialista em Didática e Metodologia do Ensino Superior - UNIOURO - Ouro Preto do Oeste;

[2] EFA - Escola Família Agrícola, modelo que trabalha com a Pedagogia da Alternância;

[3] CEFFA - Centro Familiar de Formação por Alternância. Nome comum para designar ao mesmo tempo Escolas Famílias e Casa Familiar Rural no Brasil.

[4] Comunidade Santo Estevão, na linha 202 em Vale do Paraíso.

[5] Sua implantação se deu em 1989 e o início das atividades escolares em 1990;

[6] Modelo adotado pelas EFAs onde o aluno passa um período na escola e outro em casa. É o processo de ir e vir - casa x escola x casa.

[7] Casas Familiares.

[8] Divisão territorial Política-Administrativa na França, de Let-et-Garonne.

[9] MEPES - Movimento de Educação Promocional do Espírito Santo.

[10] CPT - Comissão Pastoral da Terra;

[11] Monitor - Nome dado ao professor neste modelo de educação;

[12] CEFFAS - Centros Familiares de Formação por Alternância.

[13] Uma Escola de Ensino Fundamental no município.

[14] O aluno vai para a casa do colega, convive uma semana na família e depois retorna para casa levando-o para vivenciar o mesmo processo.

[15] Este é um dos requisitos para a conclusão do Ensino Fundamental. O aluno elabora um pequeno Projeto (simulado) desenvolve-o na teoria e na prática. Obs: No Ensino Médio acontece o PPJ - Projeto Profissional do Jovem.

[16] CEBEs - Comunidades Eclesiais de Base.

[17] CPT - Comissão Pastoral da Terra.

[18] Neste caso faltou uma fonte segura de informação em relação ao órgão financiador vindo da Itália.

[19] Neste caso estou falando no dia-a-dia em Vale do Paraíso, pode haver variação de escola para escola.

[20] Advindo do meu próprio nome - Antônio - este apelido foi herdado na escola de Vale do Paraíso e assim sou conhecido na região.

[21] UNEFAB - União das Escolas Família Agrícola do Brasil.

 

 
 

 



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