UMA VISÃO ECOPEDAGÓGICA


O Ciclo da Borraha

05/02/2015 18:28

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 A Amazônia e a Borracha

Em finais do século XVIII, a borracha não era objeto cobiçado ainda e o Brasil tinha basicamente toda a Amazônia intacta e abundante em árvores responsáveis por este bem tão precioso. A Seringueira, árvore que produz o látex, é uma árvore nativa em toda a Amazônia. No século XIX, foram descobrindo diversas possibilidade de uso desta matéria farta e natural. A borracha que antes era basicamente para apagar e poucas funções a mais, com um processo chamado - vulcanização - ganha maior importância de mercado.

O Brasil e consequentemente a Amazônia passou a ser o maior produtor mundial desse bem e em três décadas o país exportou toneladas. O Nordeste brasileiro foi o alvo para a busca de mão-de-obra a ser utilizada nos seringais. Adotando técnicas indígenas e sujeitando à submissão de um “aviador” que contratava os serviços e pagava em dinheiro ou produto de subsistência e um seringalista que comprava a produção por preços irrisórios e vendia produtos básicos como óleo, roupas e outros, muitas vezes superfaturados, estes bravos trabalhadores, na sua maioria analfabetos, desafiavam a selva em busca do látex sem muito temer.

Neste sentido, o crescimento econômico da região rapidamente se desenvolveu, principalmente em Belém – Capital do Estado do Pará e Manaus – Capital do Estado do Amazonas. Ambos foram beneficiados com luxuosas estruturas que chegaram a equiparar a referências europeias. No entanto, o Governo brasileiro e os seringueiros sofreram um tremendo golpe com a queda da borracha na concorrência na Ásia causando a falência de muitos aviadores.

O Ciclo da Borracha pode ser dividido em dois períodos

O Primeiro Ciclo da Borracha – 1850 – 1912

O produto era usado pelos povos Pré-Colombianos, povos que habitavam o Continente antes da presença de Cristóvão Colombo no Continente. Com a vulcanização descoberta por Charles Goodyear em 1839, aparecem indústrias americanas e europeias que investem no projeto. Posteriormente cresce a indústria automobilística e a demanda da borracha aumentou. A região amazônica aproveitou o seu privilégio com seus diversos seringais e se tornou referência na produção.

Foram muitos nordestinos que vieram em busca de grandes sonhos, na ocasião chegaram a referenciar o látex, como o “Ouro Branco. No entanto, apesar da abundância de seringais, os desafios eram grandes, como a falta de mão-de-obra, malária, resistências indígenas, exploração dos seringalistas e outros, fazendo com que muitos seringueiros se sentissem fracassados. Enquanto os seringueiros amargavam em um trabalho duro, os seringalistas esbanjavam nos grandes centros como Belém, Manaus e até na Europa.

Rios como o Madeira, Mamoré, Guaporé e tantos outros serviam como via de transporte da borracha. O triste é saber que enquanto o Brasil se contentava em explorar suas áreas abundantes, os Ingleses investiram em regiões de clima propício como a Malásia e organizou a produção superando o potencial brasileiro com menor custo e mão-de-obra qualificada, o que causou a crise da produção no país entre 1912 e 1914.  

O Segundo Ciclo da Borracha – 1942 – 1945.

Com a Segunda Guerra Mundial que durou de 1939-1945, falta o produto para a indústria americana devido a ocupação de áreas produtivas da Ásia. Este cenário provocou acordos entre o governo americano Franklin Delano Roosevelt e o governo brasileiro Getúlio Vargas, onde novamente estimulou a produção na região.

 Enquanto o governo americano visava seus interesses, o governo brasileiro criou alguns mecanismos que interessava ao país, dentre vários projetos estabelecidos, aparecem o SESP, O  Banco da Borracha  e os  Territórios do Guaporé Rondônia, Rio BrancoRoraima e Amapá e entitua os antigos seringueiros nordestinos de Sodado da Borracha.

Ao fim da Guerra em 1945, a Ásia volta a produzir e os americanos desinteressa pela borracha brasileira que ainda insistiu em sobreviver até 1960.

 


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